quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

AJUDA HUMANITÁRIA

ONDE HÁ ÁGUA, HÁ VIDA...

Em nenhum lugar isso é mais verdadeiro do que na Tanzânia, no leste da África central.

Um país conhecido por seus campos pitorescos no Serengeti e picos do Monte Kilimanjaro, a Tanzânia tem, no coração, um vasto planalto de comunidades rurais, onde as pessoas sobrevivem da agricultura de subsistência.

Aqui, o foco está no cultivo de alimentos para a sobrevivência básica em vez de visar a um excedente para a venda no mercado. Essa forma difícil de viver é perpetuada por chuvas imprevisíveis, falta de água potável e saneamento adequado nas proximidades.

Para encontrar água, os tanzanianos viajam uma hora ou mais até lugares mais comumente frequentados pelo gado ou por animais selvagens. Além de diminuir a produtividade dos agricultores, a utilização de tais fontes de água bruta cria um impacto na saúde familiar. A cada ano, aproximadamente 21.000 crianças morrem de doenças relacionadas à diarreia, devido à água contaminada.

A Fundação Prem Rawat (TPRF) tomou conhecimento da situação e doou US $ 25.000 para “WaterAid”- “Programa Comunitário de Abastecimento de Água”. Essa doação ajudará mais de 42.000 pessoas -- as mais pobres e mais necessitadas da Tanzânia central -- a obter acesso contínuo e conveniente à água potável.

Com o dinheiro da TPRF, novas instalações de água serão entregues em áreas onde elas ainda não existem. Assim, os agricultores poderão dedicar o tempo que usavam para transportar água a uma produção maior do que aquela de que necessitam para consumir. A água limpa vai permitir mais saúde e higiene às crianças. As comunidades serão treinadas para executar a manutenção do abastecimento de água e aprenderão a utilizá-la para fins de saneamento. Os governos locais darão suporte à manutenção dessas novas instalações, além de incentivar o planejamento futuro para os mais necessitados.

A “WaterAid” é uma organização internacional de caridade, dedicada a proporcionar água saudável, higiene e saneamento às comunidades mais pobres do mundo."

Esta é a terceira doação da TPRF à “WaterAid”. A primeira foi em 2008.

TPRF - The Prem Rawat Foundation

http://tprf.org/

Florianópolis

Pela equipe editorial da WOPG

Em 11 de setembro, Prem Rawat falou na cidade de Florianópolis, localizada em uma ilha no sul do Brasil, como parte de sua turnê sul-americana. Conhecido como um dos melhores lugares para se viver no Brasil, Florianópolis atrai turistas locais, dos Estados Unidos e Europa. Naquele sábado, no entanto, a cidade teve de visitantes únicos: pessoas de todas as partes do continente e fora dele que quiseram ouvir Prem Rawat.
As seguir, citações de sua palestra:

“Você é um prisioneiro? O que você acha? Sua primeira prisão é a prisão de seus conceitos. Te limita e não te deixa ir, não deixa você entender, não vai deixar você pensar com clareza, não vai deixar você explorar. Todas essas barreiras: suas ideias, seus conceitos, suas crenças. Eu quero mudar esse “crer” por “saber”. Se você sabe, você não precisa crer. Porque você já sabe”.



“Esse assunto, o “amanhã”, te dá uma falsa sensação de segurança que realmente não existe. Essa é a pior parte. Nesta vida, tudo acontece neste momento em que você está vivo. Dê as boas vindas. Não o ignore, dê-lhe as boas vindas. Quando você se prende ao “amanhã”, você ignora o hoje. Não ignore hoje. Hoje é quando você está vivo”.




A habilidade do coração para desfrutar é a única coisa que não vai envelhecer. As centenas de milhares de dólares que você gasta para pintar o seu rosto não vai ajudar: vai envelhecer. Seus olhos vão envelhecer; sua capacidade de ouvir. Suas mãos, sua pele envelhecerá, os rins, os ossos. A única coisa que não vai envelhecer é seu coração, e quanto você tem investido nisso?

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Cabe a nós

O que tenho a dizer é realmente muito simples e tem a ver com cada indivíduo. Recentemente, durante uma caminhada, me vi em meio a uns edifícios bem altos. Então me ocorreu que o que vejo é uma construção imponente, mas o que é de fato essa construção? Eu estava vendo a fachada, as janelas, a decoração, mas o que é o edifício?

Às vezes me esqueço de que o edifício repousa sobre um alicerce que não estou vendo, que está enterrado. Somente quando acontece alguma coisa como um terremoto é que minha atenção se volta para o alicerce, na esperança de que ele resista ao abalo. Também me esqueço que, apesar de alto, o edifício é feito de blocos, de componentes muito muito menores do que o próprio edifício. E de que a integridade do prédio na verdade depende da integridade desses componentes bem menores.

Quando falo de paz, não é diferente. Olhamos para o mundo. Vemos grandes nações, países, cidades. Esquecemos que esses países na verdade se constituem de pequenos componentes chamados seres humanos. Somos nós os componentes. A integridade de cada país depende da integridade dos componentes individuais.

Falamos dos países. Mas não falamos das pessoas. Mas se uma pessoa não tem paz na vida, ela não terá êxito em nada que esteja tentando realizar.

A paz começa com o entendimento do que nos foi dado. O mundo todo nos fala daquilo que não temos. Ninguém aponta para aquilo que temos. A nós foi dada esta vida, esta existência. E essa existência precisa significar alguma coisa. Quando a existência não significa nada para nós, a vida humana - essa coisa insubstituível - perde o valor. Então qualquer causa pode adquirir um significado maior do que a paz, o que leva à guerra.

Você está vivo, e isso precisa ter o maior significado para você. Você precisa entender a preciosidade da sua existência. Você quer ter paz na vida? Ou quer o caos? Na vida de cada pessoa há o potencial para essas duas coisas.

O que você está procurando? Todo mundo tem sua própria noção daquilo que lhe trará felicidade. É isso o que procuramos: felicidade, contentamento. Então buscamos, procuramos e fazemos o que for necessário. E em meio a nossa busca e nossas ações o que esquecemos? De nós mesmos.

O que você quer para sua vida? Qualquer que seja a sua equação para a felicidade, coloque-se lá; de outro modo ela não terá significado algum. Sem você, sem seu coração, sem seu entendimento, sem paz na vida, nunca nunca poderá haver paz no mundo. É aí que a guerra começa, é aí que mora a paz - dentro de você.

A paz começa com você. A vida é sua, esse é o presente que lhe foi dado. Reconheça o presente que lhe foi dado. Entenda a beleza que dança diante de seus olhos. Não espere. É a sua vez. Atenda ao chamado de paz de seu coração; encontre contentamento em sua vida. A paz é isso. A paz é bela. A paz é real. A paz é a paixão pela existência, um sentimento, um entendimento do que a vida significa, do que cada respiração significa. Então poderei começar a saborear o que é a paz.

A compreensão do valor de cada pessoa encontrar esse contentamento, cada qual a seu tempo, é a única possibilidade de paz mundial, uma possibilidade que nunca foi tentada. É preciso fortalecer cada tijolo, cada bloco e dizer "Sim, este edifício é capaz de resistir porque todos os blocos são sólidos, têm integridade. Quando o terremoto acontecer, ele não vai cair." É essa integridade que é necessária.

As pessoas deste mundo são os tijolos, a argamassa e as vigas de aço dessa estrutura. Cabe a nós ao menos tentar fazer a diferença. Em vez de oferecer a lógica do que não pode ser feito, ao menos tentar ver a possibilidade de como pode ser feito. Então talvez haja paz no mundo, ao menos é o que nos diz a esperança.

Prem Rawat

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Divindade / Divinity

Esta é a oportunidade de cada ser vivo passar algum tempo com o Amado.

Conheça. Entenda algo, sinta, esteja na gratidão. Alegre-se. Quando estas coisas acontecem, você se sente vivo.
É quando você começa a viver. Tudo é uma grande dança, um grande movimento.

O movimento mais incrível é o ir e vir dessa respiração. Não é preciso ler as escrituras para entendê-lo. Não é necessário nenhuma prova. Não é necessário nenhuma publicidade. Sua divindade é óbvia. É óbvia para você?

This is the opportunity for every living being to spend some time with the Beloved.

Get to know. Get to understand something. Get to feel. Get to be in gratitude. Get to rejoice. When those things happen, you feel alive. That’s when you begin to live. Everything is such a dance. Such a movement.

The most magnificent movement is the coming and going of this breath. This does not require a scripture to understand. It needs no proof. It needs no buildup. Its divinity is obvious. Is it obvious to you?

Prem Rawat
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O melhor sentimento / The Best Feeling

Se o foco está no aqui e agora, então tudo faz sentido. Estou vivo, respirando, estou consciente, eu vejo, sinto, entendo.


E quero me sentir pleno.

Por quê? Por que você quer se sentir pleno? Por quê? Alguém precisa lhe explicar por que você quer se sentir pleno? Porque você e todas as pessoas deste mundo já sabem que estar pleno é o melhor sentimento.

Neste corpo, nesta casca – que, por sinal, é feita de poeira. Na verdade, a terra é feita de poeira e, pensando bem, a maior parte do universo, qualquer coisa sólida lá fora, parece ser também de poeira.

Seja como for, nessa poeira, dentro dela reside o infinito. O que é o infinito? Aquilo o que foi, é, e será – basta dizer isso e temos uma ótima definição. Algo em você que tem a capacidade de fazer essa poeira dançar, falar, andar e, o mais importante, querer.

Essa é a mais singular combinação. Quando esse processo acontece, é o que chamamos de vida. E enquanto essa união estiver intacta, você estará vivo.

E enquanto estiver vivo, poderá sentir.

Enquanto durar será bom? O que você gostaria de sentir? O que você gostaria de sentir? Alguns disseram “beatitude”, outros disseram “amor”.

Você pode sentir os dois. E muito mais do que isso. Não só beatitude, mas também contentamento. Não só contentamento, mas também alegria. Não só alegria, mas também felicidade. Não só felicidade, mas também beatitude. E muito, muito mais. Você só tem que sentir o infinito dentro de você.

If the focus is here now, then everything makes sense. I’m alive, breath comes into me, I’m conscious, I see, I feel, I understand. And I want to feel full.


Why? Why do you want to feel fulfilled? Why? Does anybody have to explain to you why you want to feel fulfilled? Because you and every person on the face of this earth already knows that when you are fulfilled, it is the best feeling.

In this body, in this shell, which, by the way, is made out of dirt. Actually, you know earth is made out of dirt, and come to think of it, most of the universe, any solid matter out there seems to be also dirt. Anyway, this dirt, inside of it resides the infinite. What is infinite? Suffice to say, that which was, is, and will be, is a pretty good definition. Suffice to say that it has the capability—something in you has the capability of making this dirt dance, talk, walk, and most importantly, want.

Want. This is the most unique combination. And when this process is taking place, it is called life. And so far this union is intact, you are alive. And so far you are alive, you can feel. So far, so good? What would you like to feel? What would you like to feel? Somebody said, “Bliss,” somebody said, “Love.”

You know, you can feel both. And much more than that. Not only feel bliss, but feel contentment. Not only feel contentment, but feel joy. Not only feel joy, feel happiness. Not only feel happiness, feel bliss. And many, many more like that. If you could only feel that infinite inside of you. That’s all.

Prem Rawat

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sábado, 27 de novembro de 2010

A Bondade / The Kindness

A Bondade

O tempo é como é. Você não pode acelerar e nem torná-lo mais lento.
Você está neste mundo, você existe, e um dia não estará mais aqui.

Hoje você está, e um dia não estará. Você muitas vezes me ouviu dizer isso, mas posso garantir que ainda não entende o que significa. Posso garantir. Por causa das distrações. Quando chegar o momento em que você perder a capacidade de se distrair, e esse momento logo chegará, aí então, e somente então, começará a entender do que se trata esta vida.

Como eu sei disso? É porque cheguei a esse momento da minha vida em que não sou mais distraído? Não. Mas sei que alguém teve a bondade de me dizer isso. Alguém bondoso me deixou um pequeno bilhete: “Fique atento. Rocha adiante.”

Veja, você tem que entender o que isso significa. A pessoa não removeu a rocha. A rocha ainda está aí. Mas ela deixou um pequeno bilhete: “Cuidado. Existe adiante a possibilidade de você se acidentar, de você se machucar. Cuidado, existe um buraco à frente.”

Ela não tapou o buraco. Deixou apenas um bilhete. E isso é incrivelmente bondoso, incrivelmente lindo. E tudo que eu tenho que fazer é ler esses bilhetes. Tudo que eu tenho que fazer é olhar esses bilhetes. Tudo que eu tenho que fazer é um pequeno esforço para lembrar desses bilhetes. Rocha à frente. Buraco à frente.

The Kindness

Time is time. You can’t accelerate it, and you can't slow it down.

You are in this world. You exist, one day you weren’t, today you are, one day you will not be. You have heard me say this many times, but I can guarantee it – you don’t understand what it means. I can guarantee it. Because of the distractions. When the time comes, that you lose the capacity to be distracted, and such a time is coming, then - and only then - do you begin to understand what life is about.

How do I know this? Have I reached that time in my life where I am not distracted? No. But I also know that there is somebody kind enough to let me know this. There is somebody kind enough that leaves a little note, “Beware. Rock ahead.”

You see, you have to understand what this means. The person didn’t remove the rock. The rock is still there. But they left a little note. “Be careful. There is a possibility ahead that you could tumble.” That you could hurt yourself. Be careful. There is a ditch ahead.

They didn’t fill the ditch. They just left a note. And that is incredibly kind. Incredibly beautiful. And all I have to do is read those notes. All I have to do is look at those notes. All I have to do is make a little effort to remember those notes. Rock ahead. Ditch ahead.

Prem Rawat
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Alegria / The Joy

Somente o ser humano pode experimentar alegria? Não, não. O burro também pode, assim como o cachorro. É diferente, mas os cachorros também podem sentir alegria. E digo isso porque sei, porque já testemunhei. E tristeza também.

Mas a verdadeira alegria está em entender e sentir o infinito que reside dentro de você. Essa parte de você não tem idade, nunca vai envelhecer. Essa parte de você é que é real. Longe de todas as amarras das idéias e dos conceitos. Longe das correntes que aprisionam as pessoas, das próprias idéias que temos acerca do que é liberdade.

Mas quando você tem a possibilidade de ir para dentro, de entender, de sentir, isso é simples por natureza. Completo por natureza. Real por natureza. Infinito por natureza. Traz alegria por natureza. É total por natureza. E, também por natureza, está longe das dúvidas, é fácil de compreender, não requer nenhuma interpretação.

The Joy

Is joy only attainable by human beings? No, no. This is also attainable by a donkey. This is also attainable by a dog. It’s different, but joy is felt by also a dog. I can tell you this. I know. I have witnessed it.

Sadness, too. But the real joy resides in feeling and understanding that infinite that resides inside of you. That’s the part of you that will not age, that is the part of you that will not get old, that is the part of you that is the reality. Away from all the bondage of ideas and concepts. Away from the chains that take a person and make that person a prisoner. Prisoner. The very ideas that these will set you free. This is what freedom means.

But when you have the possibility of being able to go inside, when you have the possibility of being able to understand, when you have the possibility to feel, that is simple by its very nature. Complete by its very nature. Real by its very nature. Infinite by its very nature. And, bringer of joy by its very nature. Total by its very nature. Away from doubt by its very nature. Understandable by its very nature. No interpretation is required.

Prem Rawat

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Aquarelas de Sonia Madruga