segunda-feira, 4 de abril de 2011

Dia por la Paz / Day for Peace




 

Casa das Rosas

Av Paulista, 37 
São Paulo


3 de mayo

May, 3 

11h - 21h

Música - Danza - Imágenes - Poesía - Videos - Paz  - MUSIC - DANCE - IMAGE - POETRY - VIDEOS - PEACE

Informações www.palavrasdepaz.org.br 





Dia pela Paz

3 maio das 11 às 21 horas 
CASA DAS ROSAS Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av Paulista, 37 - São Paulo
http://www.casadasrosas-sp.org.br/


Programação: 

11h - Abertura
11h10 - Exposição de Aquarelas da artista plástica Sonia Madruga
11h -14h – Apresentação de música instrumental, dança e leitura de poemas
16h-18h – Roda de contação de histórias e lendas sobre a paz.
18h - 20h – Música, dança e poesia
18h – 20h30 - Exibição de vídeos 

www.palavrasdepaz.org.br 

Uma viagem única

Cada um de vocês, porque estão vivos, por que existem, farão uma viagem. Como será esta viagem? Ninguém sabe. Você não sabe. Foi dado a você um recipiente. Este corpo humano. E pelo fato de respirar, ele existe e fará uma viagem. E ele verdadeiramente irá, onde ninguém foi antes.
Veja, você pode dizer, bem, não será igual àquela pessoa que está sentada do meu lado? Não. Porque existem infinitas pequenas mudanças, pequenas infinitas variáveis, o que fará a sua viagem ser diferente de qualquer outra. Como você percebe, como você pensa, como você entende é completamente único para você.
Então, como você fará esta viagem? Como acontece? Quem é você? Qual é a proposta desta viagem? Como será?
Quando você está vivo, quando você existe, cada dia é diferente. E não é só uma questão de bom ou ruim.É uma questão de como você vê esse bom e esse ruim. Um dia as coisas poderiam ser realmente péssimas, e você as vê como boas. "Bem, não é tão ruim assim", quando você está se sentindo bem dentro, sabe, as coisas são boas." Tudo bem, não é tão ruim." E num outro dia, as coisas poderiam mesmo estar ótimas, mas você não está se sentindo bem dentro e é como: " Oh, não. Qual é o problema? Tudo está péssimo." Porque tudo é variável.
Nós não gostamos da dor. Faremos qualquer coisa que for necessária para nos livrarmos da dor. Então, se é nossa natureza, o que temos feito em nossas vidas para nos sentirmos confortáveis com ela? Começando do zero: poeira. A poeira se move. Ela fala, pensa, enxerga, ouve, saboreia, cheira. Não só cheira. Não só sente cheiro, mas gosta de cheirar, e isso lhe traz prazer. Cheiro ruim? "Argh!" Cheiro bom; "Uuummmm."
Ouvir. O que você gosta de escutar? O que me traz prazer. Ver. O que você gosta de assistir? Aquilo que me traz prazer. É assim que você é. Não existe o erro. Então, tem alguma diferença com o que está dentro de você? O coração também quer desfrutar. Sua existência quer ser preenchida.
O que é um bom almoço? Comida? É isso? Não, não não e não. Almoço. Um bom almoço. Talvez, você esteja com os amigos, é um dia bonito, está sol, uma brisa suave, você está sentado aí, há a mesa, há essa comida ótima e você está falando e desfrutando e também comendo. É isso que as pessoas pensam que é um ótimo almoço. Não quando se está indisposto, e chovendo, um frio de rachar e você está do lado de fora, sentado do lado de fora. Não.
Você quer desfrutar de tudo que faz, e deveria desfrutar de tudo que faz. E o que o seu coração quer fazer? Ele também quer desfrutar, e do que seu coração pode desfrutar? Essa é a questão.
E parece que estamos aqui para desfrutar. Eu quero dizer, apenas use um pouco de lógica. Não vai, "Oh, não. Não estamos aqui para desfrutar, por que a vida é tão infeliz e ta-ta-ta." Não, não e não. Só use os fatos. Foi dado a você este corpo que ama desfrutar. Odeia a dor, ama o prazer. E você está aqui. Então coloque os dois juntos , como eles dizem, e você termina com algo que quer estar. Desfrutar. Feliz? Ok. Feliz e se sente bem. Alegria e se sente bem. Ah, paz. E se sente divino Paz.
É verdade. Eu vejo muitas pessoas e elas querem estar confortáveis. É o corpo que nós temos. É isso que ele quer, é isso que ele gosta. E é importante porque dentro de nós, queremos também nos sentirmos confortáveis. Então, talvez, a proposta da viagem não seja a dor, sofrimento, mas poder experimentar a experiência suprema. Qual é a suprema experiência? O que é supremo? Supremo seria este poder que faz tudo ser possível. Apodere-se. Mova-se. Em todo o universo.
Eu não estou tentando definir o supremo, porque uma das definições de supremo é o indefinível. Eu não vou tentar explicar o que é o infinito, você não conseguirá entender o que é o infinito, eu não posso entender o que é o infinito.
Esse poder do universo está acontecendo dentro de nós agora e isso nós podemos experimentar. Porque? Porque deveríamos experimentar? Ah, é aí que fica realmente bonito.
Porque quando você experimenta, você se preenche com paz. Quando você experimenta, você se preenche com clareza. Quando você experimenta, você se preenche com alegria. Quando você experimenta, é quando você experimenta a mais verdadeira, mais verdadeira, felicidade.

Prem Rawat

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sábado, 2 de abril de 2011

A história dos 3 irmãos

Às vezes, em meus sonhos, falo com as pessoas, e ao acordar lembro-me do sonho e o escrevo. Eis uma história que sonhei.

Havia três irmãos—todos muito, muito pobres—que decidiram vender tudo o que tinham e comprar ouro. E os três sabiam que esse ouro poderia lhes proporcionar tudo o que quisessem. Poderia torná-los ricos, permitiria comprar boas roupas, comida, uma casa—tudo.

Então pegaram o ouro e cada um deles fez uma cabana para si num lugar distante. Um deles era muito religioso. Pôs o ouro no altar e todos os dias rezava: “Por favor, ouro, torne-me rico. Dê-me alimento, uma casa e roupas novas.” Ele criava belas preces e cantava belas canções: “O ouro é tudo. O ouro me tornará rico.”

O segundo homem também fez um altar, mas que não era chamado de altar. Sendo cientista, chamava aquilo de "mostrador". Ele exibia o ouro e escrevia ensaios. Não era religioso, mas rezava a seu modo. “Oh, ouro, tens o potencial de acabar com minha fome, dá-me uma casa, roupas novas, comida.”

O terceiro homem vendeu o ouro. Na opinião do primeiro dos irmãos, ele era um sacrílego. Para o segundo, era um homem nada prático, nada científico. Descartar a própria fonte de recursos? Péssimo. Em todo caso, o ouro foi vendido. Com o dinheiro, o campo foi arado, hortaliças e frutas foram cultivadas. Aquilo de que esse terceiro irmão precisasse ele comia, e aquilo de que não precisasse era vendido no mercado. Com o dinheiro obtido, ele construiu uma casa, comprou roupas novas. E a cada estação ele ganhava mais e mais e mais. O que ele quisesse comer, ele comia. O que não quisesse, ele vendia. E simplesmente continuava enriquecendo, enriquecendo.

Passados alguns anos, os três irmãos decidiram se encontrar. O primeiro disse que rezava para o ouro diariamente e que, um dia, o ouro atenderia suas preces. O segundo, que tinha um espírito muito científico, disse “Um dia, aquele ouro me trará tudo o que minha mente pode conceber. Seu potencial estará desenvolvido.”

Esses dois olharam para o terceiro e perguntaram: “O que você faz? Está se dando muito bem. Parece mais rico, tem roupas novas, um belo relógio, bons sapatos. O que você faz?”

Timidamente ele respondeu: “Bem, vendi o ouro. com o dinheiro, comprei uma fazenda. Venham me visitar! Tenho uma casa, um belo pomar. Cultivo hortaliças. Cozinharei para vocês e lhes darei roupas novas.” E os outros disseram: “Você vendeu o ouro?”

Sempre que penso nessa história, acho-a mais profunda do que da primeira vez que percebi que era. Dois dos irmãos não conseguiam enxergar o óbvio—que aquilo pelo qual rezavam tinha de fato acontecido com o terceiro irmão. A única coisa que viam era: “Você vendeu o ouro?!! Agora está perdido.” Não. Não estava. Ele libertara o potencial do ouro e tinha tudo aquilo de que precisava.

Você, também, tem tudo aquilo de que precisa. Está dentro de você. Todos os dias—mesmo na tristeza, na dor—há uma alegria incomparável dentro de você à espera de ser descoberta. As pessoas pensam: “Quer dizer que você não se aborrece?” Claro que me aborreço. Mas mesmo quando me aborreço sei que dentro de mim há uma alegria incomparável. A mim acontecem coisas ruins? Acontecem. Coisas boas me acontecem? Acontecem. Sou diferente de vocês? Não. Se eu for é em um só aspecto: Em tudo o que faço sei que dentro de mim habita Aquilo que sempre procurei; que quando me sinto só, sei que não estou só; que quando há escuridão lá fora, sei que há uma luz. Eu sei. Não se trata de “eu acho” ou “eu gostaria. . .” ou “Não seria bom?. . .” Não. “Eu sei.”

A jornada da plenitude é muito simples. Você. Você a tem, quer decida senti-la, quer não. Mesmo que decida que não quer senti-la, continuará a tê-la. Você tem a possibilidade de estar pleno. A jornada tem a ver com isso. Como sei? Eu a senti.

Prem Rawat

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Aquarela de Sonia Madruga

Você não é um número

"Você não é um número. Não é um nome. Você é mais do que a soma de tudo o que você tem de bom e de mau. Muita gente tem medo na vida. Mas há um lugar dentro de você que não pode ter medo, um lugar onde você pode se sentir livre." Prem Rawat

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PALAVRAS DE PAZ na TV Galega de Blumenau

PALAVRAS DE PAZ TEM EXIBIÇÃO em Blumenau:

Domingo, 22:30, Inédito.
Quinta, 09:30, Reprise.

Programação ao vivo pelo website http://www.tvgalega.com

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quarta-feira, 30 de março de 2011

O processo vivo

Quantos anos tem uma semente? Isso importa? Quantos anos tem uma manga? Isso importa para você? Semente é semente. Você plantou a semente que recebeu? Ou não? Você pode ter uma sala cheia de sementes e um jardim completamente vazio. Plante as sementes. Em vez de armazená-las, plante-as. Plante-as e você terá um lindo pomar cheio de frutas. E todas essas frutas possivelmente darão mais sementes, que você poderá plantar e obter mais e mais. É um processo vivo.


Não há escassez. Eu sei que algumas pessoas adoram fazer contas. Então, faça as contas. Uma manga ajuda você a saciar a sede, mas não é só isso. Você sabe quantas outras mangas possíveis estão escondidas na semente? Porque da semente surgirá uma mangueira capaz de produzir centenas de mangas, e cada uma delas tem a capacidade de gerar mais uma centena de outras. Como se costuma dizer, uma manga dá uma centena de mangas. Imagine então uma árvore, outra árvore e mais outra. Esse é o potencial. Esse é o potencial.

Muitas pessoas dizem: “Puxa, você é tão sortudo de ter uma manga”. E eu digo: “Não. Coma a manga e plante a semente”. Outros dirão: “Não, não. Ela é tão preciosa. Guarde, segure firme, coloque num altar, reze para ela. Mostre a todo mundo que você a tem. Fale sobre ela. Você poderia nos dar uma palestra de como é incrível segurá-la nas mãos?” E eu sempre digo: “Coma a manga e plante a semente; coma a manga e plante a semente; coma a manga e plante a semente”. As pessoas dizem: “Isso é loucura, você vai destruir a manga”. Não, você não vou destruí-la.

Isso que você chama de fruta serve para atrair você, para que a semente possa seguir seu caminho. Quando você come a manga, está fazendo um favor a ela, não a está ferindo. Essa é a vida dela. Você está permitindo que ela a usufrua. Mas há pessoas que só querem exibir a manga: “Olhem a minha manga”.

Continue olhando essa pobre manga e logo ela ficará imprestável, pois começará a apodrecer. E as pessoas vão dizer: “Olhem a minha manga podre, olhem a minha manga podre, ela era tão linda”. E vão querer escrever livros sobre ela, sobre como era linda. E outras lerão o livro e dirão: “Nossa! É uma descrição tão linda!”

Kabir diz que você deveria se conhecer. As pessoas não lêem essa parte. Não. Leia o que Kabir está dizendo: “Por que você está gastando seu tempo fazendo isso? Não faça isso – sinta! O que eu senti, você precisa sentir”.

Uma porta se abriu para mim. Uma possibilidade se realizou, e quero tirar o máximo proveito disso na minha vida. É assim que deve ser. Todos os dias, faça esse esforço.

Prem Rawat

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Aquarela de Sonia Madruga