quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A essência do infinito / The Essence of Infinite

Enquanto existimos e atuamos neste mundo, o que é, de fato, real? Existem as questões — todo mundo está rodeado de questões. Algumas são boas, outras más. Há boas notícias e más notícias: “Você foi promovido”, “Você foi demitido”. Num dia você compra um carro novo, no outro perde o seu carro novo. Hoje você é jovem, mas um dia esse mesmo ser vai se olhar no espelho e dizer: “Você está velho.”

Lembre-se disso. O mesmo ser que antes se olhava no espelho e dizia “Estou tão jovem”, “Estou muito bem”, vai se olhar no espelho um dia e proclamar: “Estou ficando velho”. Esse mesmo ser vai dizer: “Eu era tão jovem.” O mesmo espelho — espelho é espelho —, o mesmo ser.

Você não fica curioso para saber quem é este ser? Não fica curioso para entender sua verdadeira natureza? Não fica curioso para entender o reino da existência? As pessoas falam sobre liberação e eu me pergunto “O que é liberação?” Este corpo veio do pó. Foi daí que ele veio, desse simples elemento. E vai voltar para esse elemento e será reutilizado de novo e de novo. E assim continuamente.

E então as pessoas dizem: “Mas a alma, a sua essência vai voltar”. Minha essência não pode ser separada da essência do infinito. Elas são uma coisa só. É onde em mim reside o infinito. Este corpo é finito, e o que vive dentro desta casca finita é o infinito.

The Essence of Infinite

As we exist in this world, as we function in this world, what really exists? There are issues. Everybody is surrounded by issues. Good issues, bad issues, good news, bad news. “You have been promoted; you have been fired.” “You have just bought a new car; you have just lost a new car.” Today, you are young. And you look—the same self will look at the mirror and say, “Today, you are old.”

Remember this. It was you—the same self—looked in the mirror and said, “I am so young.” The same self looked in the mirror and said, “I look good.” The same self is going to look in the mirror and proclaim, “I’m getting old.” Same self is going to look in the mirror and say, “I used to be young.” Same mirror. Mirror is mirror. Same self.

So, are you not curious, what is this self? Are you not curious to understand your true nature? Are you not curious to understand what is this realm of existence? People talk about liberation, and I wonder. What liberation? This body comes from dust. This is what it came from. These simple elements. And it’ll go back to these elements and it’ll be re-used again and again and again. And again, and again, and again.

And then they go, “But the soul. Your essence will come back.” My essence cannot be separated from the essence of the infinite. It’s one and the same. This is where in me resides the infinite. This body is finite, and what lives inside this finite shell is infinite.

Prem Rawat

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Onde é possível encontrar alegria

A quantidade dos problemas não aumenta nem diminui; os problemas apenas mudam de rosto. É como se os problemas não quisessem que a gente se aborrecesse com eles, então eles se reinventam de diversos modos para que nossa vida seja estimulante—com problemas.

Esta vida não se trata de lidar com os problemas. Esta vida tem a ver com sentir uma alegria verdadeira. A vida é a respeito de aceitar a alegria que lhe foi dada.

De uma olhada na sua vida. Para os outros, você sempre tem tempo. O tempo é um período que lhe foi dado. Foi dado, está armazenado e você o está usando. Não vai ter nem mais nem menos. Todo ele já lhe foi dado. Cabe a você escolher o modo de usá-lo.

Você não pode dar o seu tempo a ninguém. Como poderia? Mas você o desperdiça nos outros. "Vou fazer isso, vou fazer isso, vou fazer isso", e depois não sobra mais tempo para você mesmo.

O tempo é uma das coisas mais preciosas que existem. Não dá para comprá-lo, não dá para voltar atrás. É assim para todo mundo. Ninguém tem mais nem menos. As pessoas têm o que têm. Dividimos o tempo por conveniência, mas o tempo não é divisível. Não há dois momentos iguais. Essa é a singularidade do tempo.

O tempo é valioso e ele serve para nos inspirar todo dia. Neste tempo, volte-se para dentro com seu coração, não com sua mente. O pedido do coração é muito simples: “Esteja preenchido que eu lhe darei alegria e paz”. A mente diz: "Satisfaça-me que eu tentarei dar-lhe satisfação” —que você não terá. A natureza da mente é dizer "Agora tente isso; agora tente aquilo”. Compreenda essa natureza. Isso é bom ou mau? Apenas é o que é. O coração tem a ânsia de ser preenchido. Isso não é bom nem mau.

Entender isso é uma beleza, porque às vezes há dias que começam maus a partir do momento em que levantamos da cama. Lembre-se: "Isso é o que me foi dado—esta respiração, esta paz, esta alegria”. De repente, o pior dia se torna lindo. Não há julgamento. O certo e o errado são conceitos do mundo. A única coisa que é realmente certa é que estou vivo.

Estamos vivos. Isso é o que torna tudo tão empolgante. Este é o nosso tempo. Não é uma página da história; é o presente. Se todos os dias foram infelizes, hoje não precisa ser. O potencial está presente. Você está vivo, eu estou vivo—isso é o que constitui a magia. Estamos vivos, damos importância à vida. Isso é que é real.

No livro dos vivos, os heróis não são mencionados. Não há monumentos erguidos para eles. Mas você tem um coração. E com ele, enquanto viver, você pode sentir alegria. A alegria é a sua recompensa. A gratidão é a sua recompensa. A paz é a sua recompensa. Vá atrás disso.

Se quisermos paz na vida, poderemos ter. Se não quisermos, não temos que ter. O rio não puxa as pessoas para dentro dele, apenas flui. Quem quiser saciar a sede, pode faze-lo. Quem não quiser, pode deixar o rio correr. O rio segue seu caminho, sua jornada. O fato de que ele flui significa que há uma possibilidade. Tudo o que eu faço é apresentar essa possibilidade. Não se trata de converter as pessoas, trata-se de inverter. Trata-se de voltar-se para dentro. Há uma grande diferença entre as duas coisas, porque aquilo que procuramos está dentro de nós, é lá que podemos encontra-lo.

Prem Rawat



Aquarelas de Sonia Madruga

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A fibra da vida

Há uma paz dentro de cada um de nós, diz Maharaji, uma paz que é autêntica liberdade, beleza e alegria. Essa presença dentro de nós, diz ele, é a própria fibra de que somos feitos.

Leia um trecho em ingles e veja fotos ou faça o download da versão impressa http://tprf.org/newsletter/v2_i78/story_1.htm

A fibra da vida

Não faz muito tempo, fui a um funeral. No cemitério, havia aquelas pequenas lápides: “Aqui jaz. . .” Simplesmente precisei parar. Não se trata de uma lápide, mas de uma história. Há uma pessoa que esteve viva. Aconteceram coisas boas e coisas más. Houve dias difíceis e dias tranqüilos; dias de confusão e dias de clareza. Houve dias favoráveis para essa pessoa e dias de adversidade. Houve uma jornada.

Qual é a diferença entre mim e essa lápide? Sou mais do que uma lápide com um nome, algumas datas e umas poucas mensagens inscritas? A vida não é mais do que isso?

Não há essa coisa chamada existência que se ergue acima de tudo? Acima de tudo o que é bom e tudo o que é mau, do certo e do errado - de todos os julgamentos? Não há uma bondade em estarmos aqui? Não é especial que haja este momento em que estamos vivos? Em que medida eu reconheço este momento? Com o que estou preocupado hoje? Com as coisas que vão acontecer? Estou minimamente preocupado com algo que é mais fino do que o cabelo mais fino - que não pode ser mensurado em termos de largura, altura e peso - e é a única diferença entre mim e a lápide? Você sabe o que é? É a respiração que entra e sai de você. Essa é a diferença.

Não é possível fotografá-la, pintá-la, fazer uma estátua, não se pode dar, comprar, trocar nem vender. E faz toda a diferença quanto ao que você é. É porque ela vem que você é o senhor Fulano, senhora Fulana, senhorita Fulana, doutor Fulano, capitão Fulano, professor Fulano. É porque ela vem que você é capaz de entender, questionar, raciocinar, observar, aprender. Graças a essa dádiva chamada respiração.

As pessoas dizem “Sou pai, sou mãe." Você é um ser humano. Você é um ser humano. Não vemos seres humanos; vemos outras coisas. Estou falando da presença, da beleza que está dentro de você. Por meio da qual você tem tudo, sem a qual você não tem nada. Isso é real. Isso é simplicidade.

Há uma paz, sem a qual perderíamos a própria fibra de que somos feitos. Uma paz que dança no coração de todos. É dessa paz que eu falo. A realidade. A beleza. A verdadeira paz - não a ausência de algo, mas a própria presença de algo. Isso é que é possível, até mesmo em plena guerra. Uma paz que não pode ser perturbada. Essa paz é verdadeira. É uma paz que não pode ser tirada - essa liberdade é verdadeira.

Comece a reconhecer esta existência do modo mais simples possível - indo para dentro de você. Não a partir de idéias, mas do entendimento. Não mensurando com escalas de "eu não tenho", mas entendendo aquilo que você tem. O que você tem está bem aí dentro de você, e é tudo. Quero dizer tudo mesmo. E estará aí até o fim.

Para mim, esta é a minha oportunidade. Esta é a minha vez, a minha chance, porque estou vivo. Minha jornada continua, e eu aprendo. Sou grato por cada dia. É meu privilégio, minha alegria, minha honra, lembrar às pessoas... ir pelo mundo e falar às pessoas da possibilidade de estarmos em paz.

Prem Rawat

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Felicidade / Happiness

Quando você diz "eu quero ser feliz", o que isso significa para você?

O que é felicidade? Quando não sou pego pelos ganchos do amanhã, nem sou atormentado pelo ontem; quando estou perdido e encontro aquela singularidade do momento chamado agora, onde experimento paixão sem ter uma definição do "por quê".

Quando estou apaixonado e preenchido de amor, mas não sei o nome do amante; quando entendo e não sei o que entendi; quando tenho uma resposta mas não sei a que pergunta ela pertence; quando estou pleno, quando estou pleno mas não sei o que é isso que me preenche e não importa, porque não tenho tempo.

Estou envolvido, fui totalmente tragado por este momento chamado "agora".

Happiness

When you say, “I want to be happy,” what does that mean to you?

What is happiness? When I’m not caught in the hooks of tomorrow, nor being tormented by the past, when I’m lost and found in that one singularity in the moment called now where I experience passion without having to every define “for what.”

When I am in love and I am filled with love, but I don’t know the lover’s name, when I understand but I don’t know what it is that I have understood, when I have an answer in my lap but I don’t know what question it belongs to, when I am full, when I am full and I don’t know what it is that fills me, and I don’t care because I have no time. I am enveloped, swallowed whole by that moment called “now”.

Prem Rawat

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Aquarelas de Sonia Madruga

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Como uma mariposa na luz / As a Moth is to Light

Como uma mariposa na luz


Como seria se um dia eu soltasse o fardo que carrego? Como seria se um dia eu jogasse fora meus fardos e começasse a colecionar as coisas preciosas da minha vida que são necessárias para mim? Se cada respiração na minha vida passasse a ter significado? Se eu me tornasse tão dedicado à alegria como a mariposa à luz?

Como seria se eu me tornasse viciado na clareza? Se eu tivesse a perseverança de buscar a Verdade na minha vida, de prosseguir como um rio que flui dia e noite. Sem nunca querer descanso, sem nunca parar e dizer: “Estou cansado de fluir.”

Como seria se eu sinceramente mudasse minha atenção do que não é para o que é? Como seria se eu conseguisse abandonar o mau hábito de valorizar as coisas que não possuo mais e criasse o hábito de apreciar aquilo que eu de fato tenho?

Que surpresa seria. Que surpresa seria se eu me apaixonasse pela simplicidade, se eu me apaixonasse pela alegria, se eu me apaixonasse pela paz, se eu me apaixonasse pela tranqüilidade na minha vida.

As a Moth is to Light

What would it be like if one day, I was to put down my bag of burdens? What would it be like if one day, I was to throw away my bag of burdens and start collecting those precious things in my life that are necessary to me? If every breath in my life started to take on a meaning? If I became as dedicated to this joy as a moth is to light?

What would it be like if I became addicted to clarity? If I had the perseverance to seek the Truth in my life, to persevere like does a river that flows day and night. Never wanting to take a break from it. Never coming to a stop and saying, "I am tired of flowing.”

What would that be like, if I, in earnest changed my attention from what isn't to what is? What would it be like if I could abandon my bad habit of appreciating those things that I don't have anymore, and accrue a habit of appreciating those things that I do have in this existence?
What a surprise that would be. What a surprise it would be, that I fell in love with simplicity. That I fell in love with that joy. That I fell in love with that peace, that I fell in love with that tranquility in my life.


Prem Rawat

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

AJUDA HUMANITÁRIA

ONDE HÁ ÁGUA, HÁ VIDA...

Em nenhum lugar isso é mais verdadeiro do que na Tanzânia, no leste da África central.

Um país conhecido por seus campos pitorescos no Serengeti e picos do Monte Kilimanjaro, a Tanzânia tem, no coração, um vasto planalto de comunidades rurais, onde as pessoas sobrevivem da agricultura de subsistência.

Aqui, o foco está no cultivo de alimentos para a sobrevivência básica em vez de visar a um excedente para a venda no mercado. Essa forma difícil de viver é perpetuada por chuvas imprevisíveis, falta de água potável e saneamento adequado nas proximidades.

Para encontrar água, os tanzanianos viajam uma hora ou mais até lugares mais comumente frequentados pelo gado ou por animais selvagens. Além de diminuir a produtividade dos agricultores, a utilização de tais fontes de água bruta cria um impacto na saúde familiar. A cada ano, aproximadamente 21.000 crianças morrem de doenças relacionadas à diarreia, devido à água contaminada.

A Fundação Prem Rawat (TPRF) tomou conhecimento da situação e doou US $ 25.000 para “WaterAid”- “Programa Comunitário de Abastecimento de Água”. Essa doação ajudará mais de 42.000 pessoas -- as mais pobres e mais necessitadas da Tanzânia central -- a obter acesso contínuo e conveniente à água potável.

Com o dinheiro da TPRF, novas instalações de água serão entregues em áreas onde elas ainda não existem. Assim, os agricultores poderão dedicar o tempo que usavam para transportar água a uma produção maior do que aquela de que necessitam para consumir. A água limpa vai permitir mais saúde e higiene às crianças. As comunidades serão treinadas para executar a manutenção do abastecimento de água e aprenderão a utilizá-la para fins de saneamento. Os governos locais darão suporte à manutenção dessas novas instalações, além de incentivar o planejamento futuro para os mais necessitados.

A “WaterAid” é uma organização internacional de caridade, dedicada a proporcionar água saudável, higiene e saneamento às comunidades mais pobres do mundo."

Esta é a terceira doação da TPRF à “WaterAid”. A primeira foi em 2008.

TPRF - The Prem Rawat Foundation

http://tprf.org/

Florianópolis

Pela equipe editorial da WOPG

Em 11 de setembro, Prem Rawat falou na cidade de Florianópolis, localizada em uma ilha no sul do Brasil, como parte de sua turnê sul-americana. Conhecido como um dos melhores lugares para se viver no Brasil, Florianópolis atrai turistas locais, dos Estados Unidos e Europa. Naquele sábado, no entanto, a cidade teve de visitantes únicos: pessoas de todas as partes do continente e fora dele que quiseram ouvir Prem Rawat.
As seguir, citações de sua palestra:

“Você é um prisioneiro? O que você acha? Sua primeira prisão é a prisão de seus conceitos. Te limita e não te deixa ir, não deixa você entender, não vai deixar você pensar com clareza, não vai deixar você explorar. Todas essas barreiras: suas ideias, seus conceitos, suas crenças. Eu quero mudar esse “crer” por “saber”. Se você sabe, você não precisa crer. Porque você já sabe”.



“Esse assunto, o “amanhã”, te dá uma falsa sensação de segurança que realmente não existe. Essa é a pior parte. Nesta vida, tudo acontece neste momento em que você está vivo. Dê as boas vindas. Não o ignore, dê-lhe as boas vindas. Quando você se prende ao “amanhã”, você ignora o hoje. Não ignore hoje. Hoje é quando você está vivo”.




A habilidade do coração para desfrutar é a única coisa que não vai envelhecer. As centenas de milhares de dólares que você gasta para pintar o seu rosto não vai ajudar: vai envelhecer. Seus olhos vão envelhecer; sua capacidade de ouvir. Suas mãos, sua pele envelhecerá, os rins, os ossos. A única coisa que não vai envelhecer é seu coração, e quanto você tem investido nisso?

http://www.wopg.org/