segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bem-vindo à fusão de Palavras e Musica

Por Joel Metzger

Terça -– feira, 29 de junho de 2010 10h:06

Quando George Worthmore, um conhecido guitarrista e cantor, foi visitar a região de Michigan, recentemente, encontrou-se com Candice Wilmore em um clube local onde ela lhe pediu para tocar o que viria a ser chamado de "Palavras e Música".

Na próxima vez que ele veio a Lansing, Candice, e seus amigos alugaram um centro comunitário e convidaram as pessoas para ouvi-lo e assistir a um DVD sobre a paz. A noite foi anunciada simplesmente como: "Palavras e Música: Palavras de Prem Rawat, a música de George Worthmore".

Até o final da noite, trinta pessoas foram aparecendo para blues George's ragtime. Uma nova forma de apresentar uma simples mensagem havia iniciado.

Neste primeiro evento com Worthmore, convidaram vários de seus fãs locais - pessoas que provavelmente não teriam vindo de outra forma. Candice seus amigos viram o potencial - e assim começou o que agora é uma série de música ao vivo e apresentações de vídeo.

Em maio de 2010, um segundo musical foi realizado na biblioteca pública em East Lansing. Desta vez, ele combinou uma performace com Elden Kelly, a estudante do mestrado de música da Universidade de Michigan, e um vídeo chamado "desejo fundamental", que integra as palavras de Prem Rawat, com comentários de pessoas que o conhecem.

Kelly, que sabia sobre Prem Rawat, mas nunca o tinha ouvido falar, disse que gosta de atuar para os outros, especialmente em um evento que promove a paz.



"Isso é algo que eu estou muito feliz por causa da mensagem de Prem", disse Kelly, que fez performance com material original e jazz tradicional .



Os convidados ficaram para a apresentação de 90 minuto; todos estavam à vontade para olhar sobre os materiais ou desfrutar de um lanche, enquanto a música continuava.

Ao editor do jornal do campus da Universidade Estadual de Michigan, que tinha visto o anúncio do calendário, um repórter perguntou se poderia abranger a sessão "interessante".

No dia seguinte artigo foi intitulado "Palavras, Música evento promove a paz," com uma grande foto de Kelly. Ficou claro que essa era uma atividade comunitária que puderia atrair as pessoas para futuros eventos na cidade.

Quando perguntado por que ele gostava de ouvir Prem Rawat, Tom McEvoy,, um residente ,disse ao repórter: "É apenas uma experiência totalmente positiva - uma daquelas coisas indescritíveis." Ele falou sobre como havia sido mostrado algo que "traz uma nova luz para minha vida. "

Uma outra mulher disse que tinha sido ouvido sobre Prem Rawat de amigos há mais de vinte anos e que era "bom finalmente ouvi-lo falar por si".



Um músico na plateia, que estava frequentando Palavras de Musica pela primeira vez, perguntou se ele poderia tocar em um evento futuro.



"Isso foi ótimo", disse ele. "O clima na sala é o que eu procuro quando toco para um público."

Um voluntário resumiu dizendo que havia uma sinergia com o acontecimento que permitiu que as pessoas tomassem o sentimento das palavras e sentassem com ele durante a música.

Após o sucesso destes eventos, Candice e seus amigos agora estão planejando um terceiro, onde as pessoas podem voltar a ouvir algumas palavras simples de paz - e uma trilha sonora "para ir com eles”.

As fotos são cortesia do Matt Katzenberger

Informações http://www.wopg.org/   http://www.palavrasdepaz.org.br/
Publicado http://contatonewsdapaz.blogspot.com/     http://palavrasdepaz.ning.com/

A solução para todos

Somos humanos nos esforçando a nosso modo para alcançar o mesmo objetivo que todo mundo. Ao fim do dia, talvez algumas pessoas tenham mais recursos, e outras muito pouco, mas a força motriz é exatamente a mesma para todo mundo.


Assim como há vários tipos de cozinha, há muitas religiões, muitas soluções. Existem para satisfazer a mesma fome básica que há dentro de nós. Somos movidos por ambições muito fundamentais. Não se trata de o mundo reconhecer isso ou não. O que nós reconhecemos? O que nós vemos?

Quando as pessoas se olham no espelho, vêem-se de modo diferente do que os outros as vêem. Nos vemos de modo muito, muito diferente. Sabemos de nossas necessidades. Entendemos nossas necessidades. E o que quer que você faça, aonde quer que você vá neste mundo, lembre-se de que a paz está no topo da lista interna. As listas externas são influenciadas pela sociedade e pela moda. As listas externas mudam. As internas permanecem as mesmas. Como têm sido desde quando éramos pequenos.

Podemos falar de modo diferente, podemos até ter línguas diferentes, mas os verdadeiros sentimentos do coração não são tão diferentes.

Se você vai estar hoje no barco deste mundo, pequenas coisas como ter paz na vida tornam-se incrivelmente importantes. Essa é minha opinião. Essa é minha mensagem.

Não posso deixar de ser impulsionado pelas mesmas ambições que todos. Talvez aquilo que você sabe, aquilo que você realizou na vida, esteja numa dimensão inimaginável para um agricultor da Índia. Mas estamos tão preocupados com nossas diferenças que nos esquecemos de nossas semelhanças. Embora eu goste das diferenças, também gosto das semelhanças que todos temos, gosto de que uma luz brilhe no coração de cada ser humano na face da Terra. E nessa grande escuridão da ignorância, em que as pessoas lutam contra seus semelhantes, essa luz precisa brilhar ao máximo.

O que gosto de dizer a todos é que, se querem a solução, que se voltem para dentro. Busque as coisas que você quer, mas também olhe para dentro de si. As pessoas acham que essa é uma mensagem poderosa, e posso entender por quê, pois às vezes esquecemos dessas pequenas coisas. E enquanto vamos tateando no escuro, talvez a solução tenha sempre estado conosco. Com uma pequena abertura de coração, com a claridade dessa luz, não precisaremos tropeçar nos obstáculos que estão aí fora.

É simples, sempre foi simples. Primeiro paz, depois prosperidade. Ouça o chamado interior para que você sinta. Deixe-o ser real. A paz não é uma ficção. A paz é uma flor que todo ser humano carrega. Isso é o que a paz precisa ser.

Prem Rawat

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domingo, 18 de julho de 2010

"A Morte do Sol".

Recentemente vi um documentário de TV intitulado "A Morte do Sol". Muito interessante. Falava do que vai acontecer com o sol. Ele está mais brilhante agora do que costumava ser alguns milhões de anos atrás porque está se consumindo, queimando mais e mais gases internos, o que o faz se expandir. Cresce tanto que um dia já não haverá céu azul, só um enorme sol vermelho brilhando. Nessa altura, a vida na Terra terá deixado de existir. Os oceanos estarão secos. Por ter se tornado tão grande, o sol começará a destruir outros planetas. Júpiter, Mercúrio, será o fim deles. A Terra talvez escape, mas isso é improvável.


Quando o documentário terminou, desliguei a TV, fechei os olhos e comecei a pensar. Tudo o que fazemos tem alguma implicação com o amanhã. Vamos dormir; queremos acordar. E esse acordar vai acontecer no dia seguinte. Hoje comemos, mas de um modo que tem implicação com o futuro. "Não quero comer isso por que me faz mal." Ou: "Estou louco por esse tal jantar, então agora vou comer só um pouco". Viver, existir tem implicações com o amanhã. Ir a algum lugar, vir de algum lugar, fazer algo, falar com alguém —a maioria das coisas que fazemos tem implicações com o amanhã.


Portanto, colocando isso em perspectiva, a humanidade como um todo, como a conhecemos, está certamente seguindo por uma estrada. É uma estrada boa ou má? Não estou aqui para fazer julgamento, mas o fato é que seguimos por uma estrada. Algumas pessoas seguem pela estrada alegremente, outras vão se arrastando, mas todas seguem pela estrada. Será que isso é óbvio para nós? Sabemos de nossa mortalidade, mas isso não é óbvio para nós. É aí que as pessoas ficam chocadas, quando se torna óbvio.

E aqui, nesta estrada, enquanto a humanidade segue em frente, há algo vindo no sentido contrário. Não é apenas uma possibilidade. Está a caminho. A destruição do sol está a caminho. Está em processo agora mesmo. Depois desse documentário, a palavra "futuro" ficou parecendo muito instável.

Isso não vai acontecer amanhã, deve acontecer em 500 bilhões de anos. Mas vai acontecer. E o que significa para você e para mim o fato de que esta linda Terra deixará de existir? Significa que nenhum dia deve ser tido como coisa banal. Sei que isso pode parecer nada prático, mas o documentário colocou tais coisas em perspectiva.

Decididamente, não pode haver nenhuma concessão em sua existência. Nenhuma. Você sabe da sua existência. Sabe das coisas que acontecem em sua existência—suas responsabilidades, sua família—mas você realmente sabe da sua existência? Sabe que todas as coisas que tanto têm importância para você não tem importância para a existência?

Você precisa entender o valor que tem sua vida. Somente então pode começar a refletir sobre o valor da vida de outra pessoa. Somente então será possível acabar com as guerras. Isso trará a paz? Não. Porque a paz não precisa que a tragam. A paz já está no coração de cada ser humano. Ninguém nasce ou morre sem ter essa paz dentro de si. Quando isso se torna óbvio, algo muda. O valor de cada dia, de cada momento, precisa se tornar óbvio para você.

Sabendo que tudo vai terminar, o que é mais importante para você? Que escolha você tem? Se você estivesse sedento e a água escorresse de seu cantil, o que você faria? Até você conseguir tapar o buraco, a água toda já teria escorrido.

Meu conselho? Beba o quanto puder. O que mais você faria? Sabendo que tudo irá embora, seria bom apreciar cada dia ao máximo. Não desperdice nem um só.

Essa é a história de uma existência. Nessa história, há coisas belas. A história deve conter esperança. E a esperança está ligada à clareza. Tente entender qual é o seu objetivo. A clareza traz a esperança. A esperança traz a luz e torna isso óbvio: "Desse modo". E a força vem.

Prem Rawat

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Somos iguais

As pessoas têm reações inacreditáveis quando falo da paz. Antes mesmo de eu chegar a pronunciar a palavra “paz”,elas dizem: “Isso é impossível”. Por quê?, eu pergunto. Por que alguém diria que uma coisa tão fundamental é impossível? O que leva alguém a pensar assim?

Sócrates, muito tempo atrás, disse: “Conhece a ti mesmo”. Por quê? Porque o reconhecimento sempre esteve dentro de nós. O famoso poeta Kabir tem uma linda canção que diz: “O peixe está com sede dentro da água. E sempre que ouço isso, me faz rir.” Água por todo lado, e o peixe tem sede? O peixe está sedento dentro da água? A que ele está  se referindo? Nós somos o peixe. Somos o peixe, e o que queremos está dentro de nós – dentro de nós, não fora.

No segundo verso ele diz: “Aquilo que buscamos está dentro, mas o mundo nos leva a crer que está fora. E quando começamos a acreditar que está fora – lindas palavras – nossa esperança se vai.” Pense nisso.

Quando começamos a acreditar que aquilo de que precisamos está fora, nossa esperança desaparece. Começamos a perder a esperança. Isso não lembra vagamente, remotamente, a situação do mundo? Desesperança. Desesperança.

Muita gente diz que somos diferentes. Mas eu digo que somos iguais. Temos as mesmas aspirações, as mesmas idéias, os mesmos desejos. Parecemos diferentes, falamos idiomas diferentes, e achamos que por isso somos totalmente diferentes. Mas não é assim. Somos movidos pelo mesmo impulso, pela mesma aspiração. Nossas necessidades não são tão diferentes. Cada respiração que nos vem é a mesma que chega a cada ser humano na face desta Terra. Você acha que existe alguém, neste mundo, que respira diferente? Não. Essa semelhança deveria nos unir.

A paz verdadeira é aquela que pode ser sentida em pleno campo de batalha. Essa é a paz real, porque ninguém pode tirá-la de você. Essa é a liberdade que ninguém pode tirar, que ninguém pode roubar de você. E essa é a sua realidade.

Assim é você. Assim é você.
 
Prem Rawat


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Transmissão do LiveStream de Kuala Lumpur em Português

Prem Rawat em Kuala Lumpur, Malásia

Duração: 84 minutos

“Ao procurarmos estar preenchidos, não reconhecemos a própria busca.

Reconhecemos soluções que nos foram apresentadas, mas esquecemo-nos de compreender a busca.

Temos fome de quê?”



Reserve o seu lugar virtual para um evento LiveStream gravado em Kuala Lumpur, na Malásia, a 15 de Maio de 2010, disponível em inglês, espanhol, checoslovaco, alemão, grego, francês, italiano, holandês, português (Portugal) e chinês.

A participação generosa dos patrocinadores e voluntários da WOPG tornam possíveis estas transmissões.

Aproveite!

WOPG

**************

O LiveStream estará disponível durante cinco dias. Assim, pode assistir em qualquer altura, a partir das 02:00 (2 da manhã) de sábado, 17 de Julho de 2010, até às 02.00 de quinta-feira.

Deve reservar primeiro o seu lugar clicando em Reserve um lugar virtual.

Depois irá receber um e-mail com um código que deve inserir (juntamente com o seu endereço electrónico) após clicar em Aceder ao Livestream.









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quinta-feira, 15 de julho de 2010

O espelho

Vou contar uma história que talvez sirva de ilustração.Havia um vilarejo muito isolado, que não costumava receber muita gente. As pessoas ali eram muito simples e viviam para cuidar dos seus afazeres.

Um dia um turista chegou ao vilarejo. De manhã, tirou seu espelho da mala e o pendurou na parede para se barbear. Lavou-se, barbeou-se, mas esqueceu o espelho na parede.

Um ancião do vilarejo, com cabelos muito grisalhos, olhos brilhantes, um rosto bonito e luminoso, deparou-se com o espelho na parede e mirou-se. Ele nunca vira um espelho antes e, ao ver seu reflexo, ficou fascinado. “Hoje vi a face de Deus”, disse – e saiu completamente extasiado, muito feliz. “Eu vi Deus.”

Em seguida, apareceu uma linda garota, que ao se olhar no espelho fi cou tomada de surpresa: “Vi a mulher mais linda da face da Terra. Quando crescer, quero ser como
ela. É a mais bela de todas!”

Então veio um rapaz que perdera o pai havia pouco tempo. Quando se viu no espelho, ele disse: “Oh, meu Deus, vi meu pai de novo.” E pegou o espelho.

Então, essas três pessoas que haviam se observado no espelho começaram a ficar inquietas. O ancião queria o espelho para si, achando que vira nele a face de Deus. A
mocinha também queria o espelho porque este refletia o que ela queria ser. E o rapaz também queria o espelho porque nele vira seu pai. Começaram a discutir, e, logo, discussões e brigas se espalharam por todo o vilarejo, deixando todo mundo infeliz. Pois cada um que se olhava no espelho, gostava do que via, e por isso todos o queriam para si.

Finalmente, um sábio que por ali passava, ao ver que todos estavam brigando, perguntou: “Por que estão brigando?” E cada um explicou por que queria aquele objeto: “É o meu Deus”, “É assim que eu quero ser”, “É o meu pai”, e assim por diante. Então o sábio pediu que lhe trouxessem o tal objeto mágico e, quando o viu, disse: “Sabem o que é isso? É um espelho.” Chamou o ancião e explicou: “Não
foi a face de Deus que você viu. Você viu a si mesmo.”

Chamou a mocinha e disse: “Não foi a mulher mais linda o que você viu. Você viu a si mesma.” Chamou o rapaz e disse: “Não foi o seu pai que você viu. Você viu a si mesmo. Você se parece com seu pai, por isso achou que fosse ele. Mas era você.”

E assim chamou todos, um a um, dizendo: “Olhe, o que você vê nesse espelho, o que gosta nesse espelho, não está no espelho, está em você.”

Agora, o que essa história tem a ver com a paz?

A paz começa dentro de nós. Para falar de paz, precisamos entender de onde veio essa idéia. Será que foi invenção de alguém? Será que alguém inteligente, caminhando um dia
pelas altas montanhas de um lugar qualquer, de repente disse: “Paz – que ótima idéia. Tenhamos paz”? Não.

O anseio de paz é tão antigo quanto o ser humano. A necessidade de paz foi reconhecida há muito tempo. E desde então uma fórmula muito clara foi apresentada ao mundo: “Paz primeiro, prosperidade depois”. Não o contrário – prosperidade primeiro, depois, paz. Nada disso. Paz primeiro, prosperidade depois.

Prem Rawat

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Um arqueiro

Havia um arqueiro que tinha vindo para a cidade e estava exibindo seus talentos. Mostrá-los era maravilhoso. Ele era um atirador incrível, direto… Uma flecha após a outra, certeiras no alvo.

Alguém no fundo da platéia, ao invés de aplaudi-lo, comentou: “Ah, é apenas uma questão de prática, apenas uma questão de prática...”

Como o arqueiro valorizava seu trabalho, não gostou do comentário, pois esperava elogios...

Realmente chateado foi até a pessoa e lhe perguntou: “O que você quer dizer?” “O que significa: ‘É apenas uma questão de prática?’ Você pode fazer o que faço?”

Ele respondeu: “Não, não posso. Mas deixa-me lhe mostrar algo.” Como costumava vender óleo, pegou uma garrafa com uma abertura muito estreita – um tubo longo – colocou-a no centro de uma bacia, que usou como base, e começou a entornar o óleo de um grande galão pelo pequeno gargalo, sem derramar nenhuma gota.

Olhou para o arqueiro e disse: “Você pode fazer isto?”

O arqueiro percebeu que não, ele não tinha nenhuma prática em fazer aquilo.

Então o homem comentou: “Não posso atirar as flechas como você, mas você não pode colocar óleo numa garrafa como eu. É uma questão de prática.”

O que nos conta essa história? O que você pratica? O que você pratica invariavelmente ficará cada vez melhor.

E não é uma questão de bom ou ruim. Se você pratica fraude e trapaça, será bom em fraudes e trapaças. Se você praticar queixas, ficará preparado para se queixar de tudo. Num piscar de olhos terá um segundo pensamento a respeito. Isto será natural. Enquanto todos os seus amigos estiverem admirando, emocionados, uma grande lua cheia, numa linda noite, você será capaz de tirar do chapéu algo para reclamar : “Sim, mas está muito escuro.”

Então, o que você pratica na vida? Se praticar paz , conseguirá o melhor disso. Se praticar felicidade, conseguirá muito, muito dela. Se praticar “conhecer a si mesmo”, conseguirá muito, muito disso. E saberá quem é você. O que é importante fazer para saber quem é você? O que poderia ajudar a saber o que significa conhecer a si mesmo? Quero dizer, deixa-nos encarar isso. Muitas pessoas têm uma ideia de tudo que elas não sabem –são fracas nisto, são ruins naquilo. (...)

Mesmo assim, olhe para este caminho. Quando você começar a se conhecer, a perceber que é um presente para si mesmo, a perceber o valor de cada respiração
que lhe foi dada, então você irá começar a entender que é um palco, um pavimento no qual verdadeiramente a dança da vida acontece.

E é uma dança suave, uma dança que é bela, uma dança que é magnífica. Uma dança sobre você. Além do que já conhecemos, o que falta saber? Falta saber que existe uma dança linda dentro, a despeito de tudo o que aconteça por onde a gente passe nesta
vida. Falta saber que além de toda a dor e o sofrimento que haja fora, existe dentro uma lâmpada reluzindo. Não importa quão escuro esteja fora, há uma lâmpada sempre acessa. Existe algo dentro que deseja estar pleno sempre e que repetidamente nos inspira a nos preencher.

Prem Rawat


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