quinta-feira, 29 de julho de 2010

A Arena do Saber

Gostaria de falar sobre algo muito belo: você está vivo. Isso é incrivelmente belo. E quando falamos sobre o eu, estamos falando sobre reconhecimento, entendimento de quem somos. Quando você pensa: “Sou um Australiano; sou um Neo Zelandês, sou Inglês, Escocês, Irlandês”, está se esquecendo de quem você é. Você é um ser humano.

Ouvimos acerca de super-heróis que atingiram o supremo estado do ser. E se eu disser que você atingiu o supremo estado do ser? Você está vivo. Esse é o supremo estado do ser. Não existe um estágio mais alto do que estar vivo. É isso.

As pessoas vão ao cinema para terem entretenimento, alguma ação, algum drama. Têm todo um ritual de pegar a pipoca, os doces, o refrigerante. Falando em planejamento! O exército poderia aprender algo sobre disciplina com essas pessoas. Elas sabem exatamente o que e quanto pegar. Então se sentam no assento que escolheram. O filme começa, e a linha entre a realidade e a ficção desaparece. Algumas pessoas até chegam a chorar. Se pudessem ver a cena real, estariam rindo, porque o que elas estão vendo é talvez a décima quinta tomada da mesma cena.

Nós acreditamos. Vamos fazer de conta por um minuto que há uma vaca na nossa frente, e que ela está mugindo. Talvez não haja mal em acreditar nisso, mas, quando você precisar de leite, lembre-se de uma coisa: Se essa vaca produz leite, é um leite de faz-de-conta. Não é real. Você não poderá bebê-lo. Pode imaginá-lo, pode fingir que está bebendo leite, mas, isso não vai satisfazer sua sede. Tudo o que se refere ao leite tem que ser um faz-de-conta, porque é tudo uma fantasia.

Na arena do saber, não existe faz-de-conta. Você experimenta. É disso que eu estou falando. Não é uma terra de fantasia. Existe um desejo tão profundo dentro do ser humano que o deixa sedento e ao mesmo tempo o preenche. É uma dança mágica de satisfação da sede interior.

Você já bebeu água, quando estava realmente, realmente sedento? A água se torna doce. O foco não é nada mais do que pegar aquele copo de água e beber, beber, beber... Depois que você acaba de beber, diz: “Ah!” Está satisfeito.

O que é a água? É algo que não possui identidade. Não é quadrada e não é redonda. Pega a forma de qualquer coisa que a contenha. Não tem cor. Flui através do solo, às vezes pelas pedras – lugares inacreditáveis. Se você tentar descrever a água pela sua aparência física, não poderá fazer um bom trabalho, porque sempre vai soar insignificante. No entanto, seu poder é tão incrível que nada permanece em seu caminho – nem montanhas, nem rochas. Ao longo do tempo, a água vai esculpindo onde nós achávamos que jamais poderia ser esculpido. Entretanto ela tem ternura, gentileza, suavidade. É o sentimento mais suave, e pode destruir montanhas.

A falta de água já eliminou civilizações. No entanto a água tem um claro entendimento e senso de propósito. Vem do oceano, viaja através da terra, mas, sabe claramente seu destino. Sabe que tem um compromisso, um caso de amor com o oceano. Quando se funde com o oceano, sua identidade desaparece. Está despida de tudo o que era. Está em casa novamente.

Por que estou lhes dizendo tudo isso? Como isso irá ajudá-lo? Porque você pode aprender a partir disso – sobre a paixão, o desejo, a vontade em sua vida. Você possui uma sede em si mesmo. Tem uma sede de plenitude, mas muitos não a reconhecem, pois têm medo. Por quê? Porque não sabem o que vai acontecer com eles. Têm algum conceito de que se realmente reconhecerem essa sede em suas vidas, poderão se tornar um vegetal, poderão se tornar irresponsáveis, ou serão incapazes de manter um trabalho.

O que você faz nesse mundo, você faz. Não tem nada a ver com sua paixão interior, porque isso jamais irá satisfazer essa paixão. São duas coisas diferentes.

Estou aqui lhe dizendo para escutar essa doce sede.

Como você pode não desejar a verdadeira paz em sua vida? Compreenda a paixão pela paz e pela satisfação em sua vida. Você tem estado sedento. Atire seu balde no poço. E quando esse balde estiver cheio, puxe-o de volta, e você terá uma recompensa. Sua recompensa será a satisfação.

Prem Rawat

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma pequena história


Vou lhes contar uma pequena história sobre isso. Certa vez, quatro pessoas cegas caminhavam por uma estrada quando ouviram um elefante se aproximar. Na Índia, um sino é frequentemente amarrado ao elefante para que as pessoas possam saber que ele está passando. Logo escutaram o homem que conduzia o elefante dizer: “Por favor, saiam do caminho! Aí vem o elefante!”


As quatro pessoas pararam e disseram: “Por favor, somos cegos, e nunca vimos um elefante. Se importa de nos deixar tocá-lo?”

E o condutor disse: “Tudo bem. Podem tocar o elefante”. Então ele parou, e um dos cegos tocou a perna do elefante. Outro parou atrás dele e mexeu no rabo. O terceiro tocou a tromba. O quarto agarrou a orelha. É claro que o condutor estava muito curioso para saber quais seriam suas impressões, pois cada um havia tocado partes diferentes, como perna, rabo, tromba ou orelha.

Então o condutor disse a eles: “Por favor, vocês se importariam de me dizer, na opinião de cada um, o que é um elefante?” Aquele que tinha agarrado a orelha disse: “Ah, é muito fácil. É como uma folha de bananeira”. O que tinha tocado a perna respondeu: “Não, não, não. É como um galho de árvore”. O homem que havia tocado a tromba do elefante disse: “Ah, não – é como a grossa raiz de uma figueira”. O último disse: “É só um rabo com um pequeno topete na ponta – como o de uma vaca”.

Isso, claro, é só uma história. No entanto, quando se fala sobre a paz, não é diferente. Cada um enxerga sua própria necessidade e a associa com a paz. Mas essas necessidades mudam. Então o que acontecerá com a paz?

Portanto, gostaria de esclarecer o que quero dizer com paz. Vamos começar com o básico. A coisa fundamental é: você é um ser humano. Quando foi a última vez que você foi apresentado como ser humano?

Acho isso engraçado. Desempenho muitos papéis, e as pessoas me apresentam dizendo: “Esse é o Capitão Rawat”, ou “Esse é Prem Rawat, orador da paz”, e assim vai. Mas quem me apresenta como um ser humano? Existem muitas funções com as quais nos apresentamos uns aos outros: “Esse é o fulano de tal, faz isso e aquilo”. Tudo bem. Sem problema. Mas quem é apresentado como ser humano? Veja, uma vaca talvez não reconheça um jumento, mas definitivamente reconhece outra vaca. Um peixe talvez não reconheça um corvo, mas vai reconhecer outro peixe. Quem reconheceria você ou eu como um ser humano, a não ser outro ser humano?

Para enxergar um ser humano como um ser humano é necessário um olhar muito especial. É necessário os olhos da simplicidade. O olhar que vê você como você é, que reconhece sua dor. Não queremos que saibam da nossa dor. “Sim, sim. Somos todos perfeitos. Não temos problemas. Quer dizer, como poderíamos ter problemas?” Me perdoe, mas temos. Pode ser algo simples como seu gato não escutar você. Ou tão complicado quanto sua esposa te odiar, ou seus negócios estarem à beira da falência. É isso o que acontece neste mundo.


Então, quem precisa de paz? O ser humano precisa de paz. Quando acabam todos os papéis que representa e você depara com quem você é, esse ser humano precisa de paz. Você. Eu. A paz real. Não a paz imaginada.

Quando começa esse reconhecimento, então podemos começar seriamente a entender sobre a paz. É o dia em que você relaciona a paz como algo para você, não para outras pessoas. Quando eu era muito novo, as pessoas costumavam me dizer: “Esse mundo precisa de paz”. Eu falava para elas: “Vocês precisam de paz”. E muitas delas ficavam chocadas. “O quê?! Eu preciso de paz?” Sim.

A necessidade de paz não é somente social. É para encontrar a raiz de quem realmente somos. Se você compreende que a paz e a sede pela paz estão em seu interior, você deu o grande passo para a realização da paz em sua vida.

Não importa o que possa acontecer, o que quer que possa vir, a realidade é que sua necessidade de paz vai estar aí. A razão para a paz estará aí. E a forma para poder realizar essa paz também vai estar aí.

Prem Rawat

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Palavras de Paz estará na Mostra FIESP de Responsabilidade Socioambiental

Palavras de Paz estará participando da III Mostra Sistema FIESP de Responsabilidade Socioambiental – com datas marcadas para os dias 24 a 26 de agosto de 2010, em São Paulo.



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Palavras de Paz é o primeiro programa semanal de TV a tratar exclusivamente da possibilidade da Paz interior. O enfoque humano diretamente endereçado a cada pessoa tem angariado uma boa receptividade da mídia em geral e dos telespectadores. O programa Palavras de Paz é visto pela televisão todas as semanas em mais de 60 países e traduzido para cerca de 80 idiomas.

Desde dezembro de 2003, o Canal de São Paulo e a TV Aberta apresentam o programa duas vezes e três vezes por semana, respectivamente.

Palavras de Paz foi criado por Prem Rawat, que desde criança desenvolve no mundo um trabalho contínuo pela paz. Ele tem transmitido sua mensagem em diversas universidades americanas e europeias, centros de cultura, centros de convenções e em incontáveis eventos em muitos lugares do planeta. No Centro de Conferências das Nações Unidas, em Bangcoc, Tailândia, ele disse: "A paz que procuramos já está no coração, só precisa ser sentida. Eu posso ajudar a entrar em contato com ela. Quando as pessoas estiverem em paz interiormente, o mundo ficará em paz”.

Em 2004, o programa Palavras de Paz foi laureado pela Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo (ACESP) e, em 2006, pela Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCom) com o prêmio Audiovisual Cidadania. O mais importante é que o sucesso do programa continua e Palavras de Paz passou a ser exibido em diversas emissoras em mais de 100 cidades brasileiras, entre as quais estão Florianópolis, Rio de Janeiro, Vitória, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Belém.

Todos os materiais ligados ao programa expressam uma Cultura da Paz Interior e são disponibilizados por voluntários que, aqui no Brasil, atuam por meio da Sociedade de Apoio ao Conhecimento e Paz Interior.



Informações – http://www.fiesp.com.br/socioambiental



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A sábia beleza

Um sábio indiano do século 15 costumava falar sobre como as árvores que crescem ao redor do sândalo começam a exalar o mesmo aroma do sândalo. Elas não são sândalo, mas, à medida que crescem, elas adquirem essa deliciosa fragrância.


Então, é possível que, se eu mantiver a companhia da coisa mais bela em minha vida, eu comece a adquirir suas características? Sim. Essa é a importância dessa analogia.

Se eu me mantiver na companhia da ignorância, vou adquirir as características da ignorância, mas, se eu estiver na companhia da clareza, vou começar a incorporar as qualidades da clareza. Se eu quiser ter o maravilhoso aroma do entendimento, preciso me manter na companhia do entendimento.

Se isso for possível mesmo que remotamente, quanta possibilidade se abre para mim em minha vida!

Kabir, outro sábio do século 15, dizia: “Somos como panos que são lavados com o sabão da clareza repetidas vezes até brilharem. Você precisa reluzir, brilhar, porque esse é o seu potencial”. Você não é madeira de sândalo, e não vai se tornar uma. Mas você pode adquirir um tanto do maravilhoso aroma do sândalo? Sim. Nisto reside sua esperança.

Eu recebo mensagens de pessoas ao redor do mundo. Muitas estão em situações difíceis. Algumas estão presas, algumas com pena de prisão perpétua. Minha mensagem chega até elas, e é uma dinâmica incrível, pois que esperanças elas podem ter? Mesmo nessa situação, onde a esperança é mínima, elas estão buscando por isso. Estão buscando alegria. Estão buscando clareza!

Nós nos ocupamos fazendo tantas coisas que consideramos importantes. Mas ouça o ser humano que você é. Qual é a sua verdadeira necessidade? Sua verdadeira necessidade é estar contente.

Nós passamos pela estrada da vida dizendo: “Eu preciso disso, preciso disso, preciso disso”. Uma parte disso é o que pensamos, e outra parte vem do que outras pessoas nos dizem:“É disso que você precisa, é disso que você precisa, é disso que você precisa”.

Tenho escutado pessoas elogiarem os donuts Krispy Kreme. Ouvi dizer que as padarias têm uma luz que se acende quando os donuts acabam de sair do forno, e que as pessoas diminuem o passo quando estão em frente à loja para o caso de a luz se acender. E, se isso acontece, não importa o que estejam fazendo, as pessoas param para pegar um donut e satisfazer o desejo de algo delicioso.

É tentador. Às vezes o pensamento me vem:“Humm, talvez eu devesse provar um donut Krispy Kreme”. Então, percebo: “Eu não quero”. Faz diferença? Não.

Mas nesta jornada da vida tudo faz diferença: o que é meu e o que não é meu; o que eu sei e no que eu acredito; minha sede e a sede que me foi imposta. Esse é um grande tema. O jeito como falamos, o que pensamos, o modo como imaginamos as coisas são influenciados diretamente pela sociedade ao nosso redor, não por nós.

Qual é nossa verdadeira sede? Quem é você? Você é só um fantoche, feito do papel-machê dos conceitos – uma camada de papel sobre a outra e sobre a outra? Ou você é algo mais do que isso? Reze para que a resposta seja “Sim”, porque se a resposta for “Não” estamos em apuros.

A boa notícia é que cada um de nós possui uma sede. Cada um tem um anseio pela plenitude, por estar em paz. Você pode não perceber, mas lá no fundo você sabe disso.

Mantenha a companhia certa, e você irá absorver suas características. Mantenha a companhia da luz, e você começará a brilhar. Essa é a transformação de um ser humano tornando-se um verdadeiro “ser”. Simples, consciente da existência.

Existe uma beleza dentro de você com a qual pode estar em contato por toda a vida. Que é imutável. Eterna. Bela. Simples. Não existem muitas coisas assim neste mundo. Se você quer estar em companhia dela, eu posso ajudar.

Prem Rawat

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sua vida

Pense na vida da seguinte forma: ela é a sua oportunidade de passar um tempo com o melhor amigo que você já teve.

É a sua chance de estar com a clareza suprema, a bondade suprema, a alegria suprema.

Isso que é vida.

Não há o compromisso de ser para sempre.

Mas existe a oportunidade de você passar um tempo com o que há de mais belo.

E essa possibilidade reside em seu coração.

Prem Rawat


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PALAVRAS DE PAZ ESTA NA MOSTRA DA FIESP

Uma história sobre hesitação.



As pessoas hesitam. Eu não posso fazer nada quanto a isso por que está em você. Pessoalmente, para mim, hesitação é uma perda de tempo. Eu posso te contar uma história sobre hesitação.


Uma vez havia um homem que chegou a uma feira. Seus dentes estavam muito sujos – quase pretos. Enquanto caminhava ele chegou a um stand onde um médico vendia um remédio a 15 centavos. O médico estava mostrando o remédio às pessoas e dizendo que se alguém viesse da platéia com os dentes totalmente pretos, sua boca poderia ser lavada com o remédio, e seus dentes iriam reluzir de tão brancos.

Esse homem queria o remédio, mas não conseguia se decidir. Talvez fosse muito caro. Não sabia se queria. Talvez quisesse. Será que funciona? Ele permaneceu ali pensando, “Devo comprar? Não devo comprar? Compro? Não compro? Ele tinha uma moeda de 5 centavos e uma de 10 centavos, e ficava friccionando uma moeda na outra o tempo todo. Compro? Não compro? Compro? Não compro?

Finalmente, todos os frascos foram vendidos, exceto um. Então, o homem pegou suas moedas, atirou-as para o médico e disse, “Aqui, eu compro.” O médico deu uma olhada e disse, “Com quê?” O homem respondeu, “Bom, eu acabei de te dar 15 centavos.” E o médico disse, “Eu vi você indeciso, “Compro? Não compro? Compro? Não compro? E, nesse processo, você gastou totalmente as moedas. Elas não valem mais.”

Hesitação é assim. As moedas são o nosso tempo. “Deveria? Não deveria? Deveria? Não deveria?” Se você está pronto para assumir o compromisso de querer alegria em sua vida, você será bem vindo. Nunca é muito tarde, mas não hesite, porque hesitando, você está perdendo tempo.

Quando essa respiração entra em você – e ela simplesmente entra – ninguém pode dizer, “Eu respirei nos últimos 60 anos, então, tudo bem se eu não respirar por umas 6 horas.” Não, não está tudo bem. Cada alento é necessário. A alegria, a paz, precisa ser aceita, sentida, entendida todos os dias. Essa é a dança. Essa é a sinfonia da vida.

Prem Rawat

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